Pessoas,
Atendendo a pedidos estou postando um de meus poemas. Compus depois de receber um lindo poema de uma amigo meu, Anderson Kaszas que me instigou e escrever..., espero que gostem
Aí vai...
ESTAGNADO
Meus dedos perderam a fluidez das palavras.
Elas cheiram sepulcro caiado. Deixei-as perecer.
Sucumbiram-se minhas palavras.
Agora elas estancam sangue o que dantes jorrava água límpida e clara.
Perdi o juízo.
Perdi.
Abriram-se os semáforos,
a rua esta calma,
perna pronta pra cruzar o caminho orlado de casas,
de casas populares,
de lares populares,
de gente popular,
de moradores moribundos,
sonhos mortiços,
homem decadente, sem palavras,
Gélido; Seco; Observado.
Ainda carrega o documento comprovativo do cargo.
Carga de aparente estimação.
Não deverias ‘validar’ o ‘invalidável’.
Têm valor as palavras.
Gritas; se elas atrofiaram e se definham em ti.
Odeie os teus amores mais volúveis se elas não te responderem.
Culparás Platão pelo platonismo pertinaz e sagaz que deixaram enfadonha as palavras?
Repulse-as quando elas não mais traduzirem os teus desejos mais ocultos.
Mas observes quão néscio és se não tiveres vocábulo.
É nele o refúgio mais audível nos dias de surdez.
É o teu prazer na cama da libido.
Gozarás e gemerás com ele,
quando perceberes que não estás mais
estagnado.
Daniel Silva
Fevereiro de 2009
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